Estamos vivendo nestes últimos meses (final de 2019 e primeiros meses de 2020) a emergência mundial do coronavírus, tipo de vírus que, na verdade, são uma grande família viral, e que podem causar síndromes respiratórias graves (motivo pelo qual idosos, diabéticos, problemas com doenças cardiorrespiratórias e pessoas com imunidade comprometida devem se preocupar um pouco mais) Ficou com mais alguma dúvida? Clica aqui para saber mais. Os primeiros casos diagnosticados do novo coronavírus foram na China (especialmente em Wuhan), entretanto, hoje já se espalham pelo mundo. E, como não seria surpreendente, chegou ao Brasil o novo coronavírus covid-19.

O quadro (até hoje, dia 02 de março de 2020 enquanto escrevo esse post) pode ser visualizado abaixo:

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É possível perceber que o coronavírus tem uma capacidade de dispersão bem significativa, mas sua letalidade não, como é possível visualizar na imagem abaixo que mostra a taxa de mortalidade por idade. Como havia dito antes no post, as faixas de maior risco são acima de 60 anos (dados da BCC a partir do Centro Chinês para controle de doenças):

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Além do impacto negativo do coronavírus na saúde pública, também houve um efeito na saúde pública e para o meio ambiente não “intencional”: a redução significativa da poluição atmosférica na China!

Basicamente o dióxido de nitrogênio NO2 na China despencou desde os primeiros casos anunciados do coronavírus no país!

Não chega de ser surpreendente a correlação. Cidades e regiões sob forte controle epidemiológico ou mesmo especificamente sob quarentena vão reduzir suas atividades econômicas que são produtoras de poluição (e a China acumula inúmeras cidades com gravíssimos índices de poluentes atmosféricos com impactos significativos na saúde pública), reduzindo as atividades o resultado é maior desaceleração econômica e menor emissão de poluentes!

Vejam bem como essa situação do covid-19 ilustra bem essa correlação entre desaceleração econômica, saúde pública e poluição atmosférica. O dióxido de nitrogênio é um gás nocivo emitido por veículos a motor, usinas de energia e instalações industriais. É claro que devemos levar em consideração que a atividade econômica é reduzida em períodos de final/início de ano, mas ainda assim é de se espantar o significativo impacto (este sim positivo) que essa “epidemia” produziu.

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Essas imagens de satélite da NASA identificam os valores de NO 2 em três períodos no ano de 2020: de 01 a 20 de janeiro (antes do Ano Novo Chinês), de 28 de janeiro a 9 de fevereiro (em torno das comemorações do Ano Novo Chinês) e de 10 a 25 de fevereiro (após as comemorações do Ano Novo Chinês). Para ficar ainda mais didático, a NASA associou os valores de 2020 de forma comparada para o mesmo período no ano de 2019. 

Basicamente, esse será um padrão em cidades não apenas na China, mas que queiram implementar medidas para minimizar a disseminação do vírus.