blog_banner1REDD, sigla para Redução de Emissões oriundas de Desmatamento e Degradação florestal, é um novo modelo de mecanismo de compensação ambiental vinculado ao regime internacional de mudanças climáticas. Sua principal diferença com o MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo) é sua característica muito mais sinérgica ao regime internacional de biodiversidade, afinal, a política de enfrentamente às mudanças climáticas é muito pouco interdependente à política de conservação da biodiversidade, uma falha de desenho institucional. Especialmente para o Brasil, esse mecanismo político configura-se, do ponto de vista de políticas conservacionistas, um excelente ganho para a conservação de vastas áreas de florestas. Afinal, o princípio do REDD é fazer com que “manter a floresta em pé compense mais que deixá-la deitada”. O REDD, como mecanismo de precificação ambiental, pode ser dividido em três focos:

(1) REDD: Elemento de valorização da floresta correspondente à redução de emissões provenientes do desflorestamento e da degradação florestal nos países em desenvolvimento; (2) REDD+: É o REDD, incluindo o papel da conservação, do manejo sustentável das florestas e do aumento dos estoques de carbono das florestas em países em desenvolvimento; REDD++; (3) É o REDD+, incluindo também a agricultura (a garantia de melhores práticas em prol do não desmatamento). É claro que existem críticas a esse modelo de precificação dos serviços ambientais disponibilizados pelas florestas (especialmente sua contribuição em sequestrar carbono), mas me pergunto até que ponto apenas críticas – neste momento – são mais úteis que propostas aplicáveis.

Mapa do REDD no Mundo

floresta derrubadaFoi disponibilizado para download, pelo programa UN-REDD vinculado a ONU, o relatório ”Perspectives on REDD”, nos idiomas inglês, espanhol e francês. Esta publicação, de apenas 12 páginas, debate os desafios na implementação de um mecanismo para a redução das emissões por desmatamento e degradação e o papel da conservação, uso sustentável das florestas e melhoria dos estoques de carbono em países em desenvolvimento e com menor desenvolvimento relativo. Em um momento de debate intenso, no Brasil, sobre o Novo Código Florestal, vale muito a pena conhecer! Para baixar basta acessar este link. Antes de encerrar esse post no Política & Ambiente, quero deixar claro que reconheço que o REDD – como mecanismo de precificação econômica de serviços ambientais – carrega consigo o risco de ser capturado – sem aspas mesmo – por grandes empresas e elites políticas e, como consequência, ser utilizado – o mecanismo REDD – como mais um recurso de expropriação social de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas – no Brasil e no Mundo. Abaixo um vídeo “Un Verde Mas Oscuro: REDD y El Futuro de Los Bosques” com um alerta que vale a pena ser ouvido.