Não sei se começo a escrever o post tratando especificamente da família Bórgias que inspirou propriamente o seriado ou começo tratando do alvo maior do poder do patriarca dos Bórgias, Rodrigo Bórgia: o mais alto posto decisório da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papado. Acho melhor começar realmente tratando da luta do então Cardeal Rodrigo Bórgia por se tornar o Papa, ou seja, o mais alto cargo político no mundo Ocidental. A religião, mais do que nunca, era uma porta aberta para as pretensões de poder de qualquer indivíduo minimamente interessado em determinar alguns importantes rumos da sociedade. E Rodrigo Bórgia detinha e muito esse perfil (foi Vice-Chanceler do Vaticano, serviu ao Vaticano como Diplomata e foi um alto cardeal, fatores que soube muito bem instrumentalizar a seu favor em sua pretensão papal após a morte do Papa Inocêncio VIII), tornando-se, através de inúmeras artimanhas, corrupção desenfreada no alto clero católico e muita devassidão, o Papa Alexandre VI. Todo este cenário de corrupção e degradação moral será fortemente criticado por religiosos cristãos e por Princípes, resultando, mais adiante, na Reforma Protestante encabeçada por Martinho Lutero. Mas vamos ao seriado (ou à história?)!

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