Nunca duvidei que George W. Bush e os denominados “Falcões” estadunidenses eram da mais fina estirpe do que pior existe em política: unilateralistas políticos, cínicos quanto aos direitos humanos e preocupados, exclusivamente, com o lucro acima de qualquer coisa, inclusive a dignidade e vidas humanas.
A denominada “Guerra Contra o Terror” foi um exemplo de como oportunidades fazem história. E fazem uma história banhada em sangue, lágrimas e dinheiro. Poderia discorrer por longos parágrafos sobre a política imperialista e belicista dos Estados Unidos no pós 11 de Setembro, amparada numa indústria e maquinário bélico voraz e vampírico sustentando um ciclo cada vez mais vicioso que tem, em uma de suas pontas, soldados cada vez mais doentes e psicopáticos, mas não farei isto com palavras. Acho que o bom senso já aponta isto para a maioria das pessoas de bem, acredito. Farei isto através de algumas imagens tenebrosas publicadas pela “Rolling Stone”. Segundo matéria da revista, os crimes foram cometidos pelo 3º Pelotão da Companhia Bravo, alocada na província afegã de Kandahar, por sinal, uma das mais violentas do Afeganistão e região de alta produtividade de ópio (também maior receita econômica para muitos produtores rurais). Todas as fotografias ilustram a matéria da “Rolling Stone”.
As imagens são tensas e podem causar algum tipo de asco. Claro, principalmente, pela tropa de assassinos que sorriem diante de seus “troféus”. Algum sinal distante de um julgamento por crimes contra a humanidade neste caso? Lamentavelmente não.