Um dos objetivos que reúne os pesquisadores do Política & Ambiente é promover análises sobre a emergência das mudanças climáticas na agenda pública brasileira (especialmente) e o desenvolvimento de políticas públicas. Reconhecendo a urgência do tema e a necessidade de se refletir sobre como está sendo operacionalizada a política ambiental brasileira de mudanças climáticas, explorando de que forma as instituições políticas brasileiras (em nível local, regional ou nacional) designadas para absorver o regime de mudanças climáticas estão negociando e formulando em conjunto a política ambiental de mudanças climáticas do Brasil.

Atualmente, o debate sobre as mudanças climáticas ganha cada vez mais envergadura como temática de análise acadêmica. Tal debate não se limita ao campo das “ciências duras”, mas inclui também as Ciências Sociais, já que as mudanças climáticas são percebidas como um problema de amplo alcance na coletividade humana, com profundos desdobramentos econômicos, políticos, sociais e ambientais.

Por exemplo, no Programa de Pós Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos dois trabalhos vem sendo desenvolvidos no âmbito de pesquisas de doutorado e mestrado.

Desenho Institucional, Poliarquia Decisória e Formação da Agenda Brasileira de Mudanças Climáticas: Análise da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima vem sendo trabalhada, como tese de doutoramento, por Diego de Freitas Rodrigues, doutorando do PPGPOL-UFSCar e Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Política de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo: análise da formulação e implementação da Lei 14933 vem sendo trabalhada, como dissertação de Mestrado, por Adalberto Gregório Back, Mestrando do PPGPOL-UFSCar e Bolsista  CAPES.

Esse tipo de abordagem ainda é incipiente na agenda de pesquisas em Ciência Política no Brasil, o que justifica a necessidade de avaliações específicas sobre este tema por meio de análises do desempenho das instituições responsáveis pelo desenvolvimento da política ambiental brasileira. Definitivamente, o campo de pesquisa está aberto e a necessidade de mais pesquisas e, principalmente, trabalhos com cunho interdisciplinar são cada vez mais fundamentais.