Certa vez, enquanto cursava meu mestrado em Ciência Política na UFPE, lecionei a disciplina de Economia Ambiental para um curso de Especialização. Era aquele tipo de curso puxado tanto para o docente quanto para os discentes: sábado o dia inteiro e domingo também. Tinhamos, professor e estudantes, de ter um baita jogo de cintura, bom humor e disponibilidade e paciência para ministrar os conteúdos e trocar ideias sobre esses conteúdos. Apresentei as principais escolas teóricas das Ciências Econômicas e as diferenças entre as mesmas nos seus respectivos modelos explicativos quanto ao meio ambiente. Basicamente, foi apresentada uma discussão entre a “Economia NeoClássica ou Convencional” e a “Economia Ecológica”(da qual me sinto “filiado”). Então mandei aquela saraivada de informações e imprimi certo ritmo de aula que “exigia” a participação dos estudantes (todos professores e professoras do Ensino Médio na cidade do Recife, Paulista e cidades vizinhas), apresentando alguns modelos econométricos e, especialmente, discutindo a Curva Ambiental de Kuznets. 
Basicamente é o dilema entre crescimento econômico e conservação ambiental, conhecido na literatura econômica como Curva Ambiental de Kuznets. A premisssa é “simples”: quanto mais um país cresce econômicamente e se desenvolve, maior geração de degradação ao meio ambiente é causada. Na Economia esse caso é chamado de “trade-off” entre crescer e degradar. Depois que se atinge um “ponto ótimo”, o país para de degradar porque já atingiu um nível de desenvolvimento que possibilita uma economia menos poluidora. Na imagem abaixo é possível ver essa curva estilizada.
Mas toda essa discussão mais técnica não era por si só. Queria também fomentar um debate entre os estudantes para se pensar não apenas nos aspectos macro-econômicos do impacto ambiental de nossa economia, mas também na contribuição individual para esse cenário nefasto. Daí “descobri” uma ferramenta excelente para observar e debater esse impacto individual: a “Pegada Ecológica”. Na descrição do WWF encontra-se o cerne do objetivo dessa ferramenta: “Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!”
E foi muito bacana! A turma participou bem e valeu a pena casar os aspectos mais teóricos com essa parte pessoal. Pensando nisto, vou deixar aqui no Poliarquias o link para @ leit@r fazer seu próprio teste. Vale a pena! http://www.pegadaecologica.org.br/index.php?step=restart&