Estou participando por esses dias (30 de Agosto a 02 de Setembro) do Simpósio Internacional de Mudanças Climáticas e Pobreza na América do Sul. A proposta do evento é discutir os efeitos das mudanças ambientais globais, especialmente a climática, nos países sul americanos e de que maneira existem similaridades e diferenças nos processos de adaptação, mitigação e resiliência ao fenômeno.
Hoje foi o segundo dia. Grosso modo, o evento realmente está cumprindo seus objetivos. Fiquei muito interessado no caso chileno. De qualquer forma, transcreverei alguns pontos elementares discutidos nas Mesas Redondas:

A interdisciplinariedade é de difícil execução. O próprio tema “mudanças climáticas e pobreza” são trabalhadas em campos disciplinares diferenciados, daí a necessidade de mair necessidade de trabalho conjunto. Mas como conciliar a abordagem sobre eventos climáticos com a análise de seus efeitos nas populações?
 * O índice de metas de desenvolvimento do milênio da ONU é o melhor indicador para avaliar a relação entre mudanças climáticas e pobreza. Do ponto de vista da avaliação de desigualdade social, o MDG tem uma série de subincindicadores que respondem e apontam rotas para a formulação de políticas sociais com fins de minimizar/eliminar a pobreza, entretanto, do ponto de vista ambiental, o índice é de baixo conteúdo ecológico agregado e por isso, talvez, necessite da incorporação de outros índices.

Amanhã ocorrerão as oficinas sobre “síndrome de sustentabilidade”. O objetivo é que os oficineiros operacionalizem os dados brasileiros para os indicadores e, assim, estabeleçam um índice. Vai ser interessante.