Por que alguns governos democráticos têm bom desempenho em suas gestões ambientais e outros não? E quais seriam as condições políticas necessárias para criar instituições fortes, responsáveis e eficazes em políticas ambientais? Como políticas voltadas ao meio ambiente caracterizam-se por uma interdependência de interesses, a negociação e a concessão podem prejudicar a gestão ambiental, devido ao risco de uma paralisia decisória, embora torne a política ambiental mais consensual?

Negociações Internacionais: entre a decisividade e a resolutividade
No modelo de poliarquia decisória a importância das condicionantes internas terão uma vinculação direta pela definição do papel das instituições políticas de cada Estado e os mecanismos institucionais dispostos à distribuição de poder em meio ao processo decisório de alguma política, pressupondo que a organização do Estado interfere no processo decisório. As condições institucionais afetam o grau de pressão de um agente sobre as políticas, bem como a direção provável da política adotada. Cada política gera sua própria rede de atores, desenhando-se em canais institucionais com caráter e dinâmicas próprias, rompendo a percepção de um Estado monolítico. Com isto, é possível observar cenários de competição institucional pela apropriação de recursos, somada a ampliação de campos de atuação e graus concentradores de poder dentro de cada organismo institucional. 
Conservação ambiental: um dilema para o desenvolvimento?
Um arranjo institucional poliárquico permitiria aos atores políticos e sociais, envolvidos em alguma questão ambiental, uma atuação focada tanto sobre seus papéis quanto em suas atribuições institucionais e responsabilidades, resguardando o objetivo de neutralizar interesses predatórios orientados em conformidade a grupos de interesses econômicos e políticos. Esse modelo decisório poderia ser enquadrado como poliárquico. Num modelo poliárquico, muitas das vezes observado em colegiados decisórios em torno de políticas ambientais, incentiva uma vinculação e interdependência mais transparente entre os atores envolvidos, sejam governamentais, empresariais ou, de forma ampla, usuários de alguma gestão pública ambiental. O risco de uma captura política de alguma política seria atenuada por meio da finalidade coletiva de um arranjo institucional poliárquico. Entretanto, é válido ressaltar, esse tipo de arranjo institucional implica uma diversidade de percepções do processo decisório de uma política ambiental, o que faculta uma dificuldade, muitas das vezes, de soluções mais equitativa.
Instituições e Políticas Públicas Ambientais: a conexão analítica necessária
Na política ambiental, existe uma dificuldade na identificação do instante preciso das decisões para resolução dos problemas. Por não existir um único responsável por decisões acerca de como os recursos naturais são utilizados, uma multidão de atores, cujas decisões acumuladas dão lugar a uma gestão mais ou menos eficiente do meio ambiente, geram dispersão de eficiência muitas das vezes. As instituições responsivas à política ambiental caracterizam-se por uma seqüência de atividades variadas de numerosos atores, que têm interesses, perspectivas e recursos diferentes. Esse quadro da política ambiental reflete um grande dilema nas democracias representativas, constituída por um trade off: o Estado deve ser decisivo ou responsivo no processo decisório político ambiental? Como manter políticas que incentivam o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo que conservam os bens e serviços ambientais? Para a última questão, a Economia Ecológica, especialmente, tem uma boa resposta: dissociar crescimento econômico de desenvolvimento. Um país pode ter sua economia crescendo econômicamente continuamente e ainda assim manter um padrão subótimo de desenvolvimento. E um crescimento contínuo num planeta de recursos finitos é incoerente com pressupostos básicos da Ciência, como a Lei da Termodinâmica. Uma sequência de boas questões de pesquisa, de qualquer forma