Aprendi durante o tempo que congressos servem, especialmente, para poder (1) conhecer e reconhecer lugares interessantes e de quebra (2) promover algumas trocas de ideias. Entretanto, na maior parte das vezes o aspecto (1) é o que  mais traz benefícios pessoais. Para reforçar essa percepção, participei como apresentador de trabalhos acadêmicos nos dois grandes eventos da Ciência Política neste ano: o V Congresso da Associação Latino Americana de Ciência Política realizado em Buenos Aires e do VII Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política na cidade do Recife.

E devo reconhecer de imediato: o congresso da ABCP deu um verdadeiro show de organização, ao se comparar um e outro, naquele organizado pelos portenhos da ALACIP. Comparando as programações, ambas estavam ótimas, mas aprendi também durante os anos que de nada adianta uma bela programação se não há organização. Em Buenos Aires, durante a ALACIP, o congresso foi dividido em duas universidades: a Universidad Católica da Argentina e na Universidad Argentina de la Empresa. Tudo bem, nada contra essa divisão, mas que os portenhos ao menos deixassem uma vã para o transporte dos participantes entre uma universidade e outra. Não deixaram. Se você estava numa universidade e alguma mesa te interessava e a mesma estava sendo realizada na outra universidade sua única alternativa era tomar um taxi e mesmo que o Real seja mais valorizado que o Peso, haja dinheiro para taxi. Perdi boa parte das melhores mesas do congresso por conta disso. E para efeito de comparação, na ABCP também ocorreram mesas de debate em lugares diferentes, mas havia uma vã com horários definidos para levar os participantes.
As duas mesas que participei, tanto na ALACIP quanto na ABCP foram muito produtivas e positivas no seu debate. A mesa da ABCP considero que foi tecnicamente mais proveitosa, embora a mesa da ALACIP também tenha seus méritos pelas possibilidades futuras de articular produções científicas.
E conhecer Buenos Aires e re-conhecer Recife (fiz mestrado em Ciência Política na UFPE) foi muito bom. Em todos os sentidos. Tomei ótimos vinhos em San Telmo e escrevo este post em Porto de Galinhas. Nada melhor para fechar umas férias merecidas.
Vou deixar o link para o artigo que apresentei na ABCP, em co-autoria com Mônica Sodré, para os interessados e interessadas na temáticas de regimes internacionais. Ele está alocado no GT de Relações Internacionais com o título de “Regime Internacional de Mudanças Climáticas: estagnação ou aprendizado institucional?”